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CRÓNICA


Uma história com falta de progresso

Por Gustavo Pereira a


GERAL
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35 Comentários...

#1 BraveBold

6 de Novembro, 2016, 13:17

Artigo interessante Parabens

Bom, acho que deve de haver um bom equilíbrio entre todas as partes
Não vejo necesidade de grande enredo em muitos dos jogos que a Nintendo faz mas de bom grado acolheria jogos com enredos mais elaborados em novas IPs da Nintendo
Se não, é bom que a Nintendo consiga manter um apoio 3rd party de editoras que consigam colmatar essa "falha"
Uma componente mais "cinematografica" dos jogos parece ser hoje em dia uma das melhores formas para atrair jogadores
#2 neveda

6 de Novembro, 2016, 13:20

Eu acho bem que a Nintendo mantenha o seu foco na jogabilidade. Os videjogos devem ser expressados das mais diversas formas e afunilar tudo na chamada "experiência cinematrográfica" parece-me demasiado redutor.
#3 gusema

6 de Novembro, 2016, 14:30

BraveBold
Artigo interessante Parabens

Bom, acho que deve de haver um bom equilíbrio entre todas as partes
Não vejo necesidade de grande enredo em muitos dos jogos que a Nintendo faz mas de bom grado acolheria jogos com enredos mais elaborados em novas IPs da Nintendo
Se não, é bom que a Nintendo consiga manter um apoio 3rd party de editoras que consigam colmatar essa "falha"
Uma componente mais "cinematografica" dos jogos parece ser hoje em dia uma das melhores formas para atrair jogadores
Obrigado.

Acho que vamos mesmo ter que nos contentar com os 3rd party para ter essas experiências...

neveda
Eu acho bem que a Nintendo mantenha o seu foco na notabilidade. Os videjogos devem ser expressados das mais diversas formas e afunilar tudo na chamada "experiência cinematrográfica" parece-me demasiado redutor.
Concordo que muitos estúdios 3rd party estão a cair na tentação de abusar das cinematografias mas acho que a Nintendo está a cair na tentação oposta o que também não é positivo.
#4 Hell Soul

6 de Novembro, 2016, 14:46

Nem tanto ao mar nem tanto à terra, e tudo depende do jogo. A Nintendo não é incapaz de fazer boas histórias, simplesmente não se adequam a muitos dos jogos deles. Aliás, todos os jogos Nintendo que me lembro de momento que beneficiam de uma história têm-na: Zelda tem história, críptica ou não, e o SS foi o jogo mais cinematográfico de sempre da Nintendo; FE tem história, boa ou má; Xenoblade tem história; Metroid pelos vistos tem história; Kid Icarus tem história. O problema é que acho que quando as pessoas pensam em história pensam em algo ultra realista e over-dramatic, cheio de clichés, e tudo o resto não conta.
#5 BraveBold

6 de Novembro, 2016, 16:04

A serie CoD por exemplo
A meu ver perdeu bastante qualidade quando se quis tornar num filme. Mas a verdade é que as vendas dizem o contrario
#6 silva_carlos

6 de Novembro, 2016, 16:23

Bom artigo. Acho que a Nintendo, se pretende apelar aos jogadores mais hardcore/maduros/bros/whatever tem de apostar em pelo menos um ou dois ips desta categoria (entenda-se jogos com narrativa, enredo, história e caracterização mais adulto). Como o neveda disse o mercado ja tem muitos jogos deste tipo, mas a nintendo precisa de criar opções nas suas consolas. No mínimo deve de garantir o lancamento de estudios 2nd e 3rd party ao longo de toda a vida da consola, um pouco como o 2 ano de vida da wiiu, onde tinhamos mais de uma dezenas de jogos em fila de espera para serem lançados.
#7 G.E.R.M.A.N.

6 de Novembro, 2016, 16:34

Curioso que a série mais madura da Nintendo (Metroid) é das que menos vende. Eu concordo totalmente com o Hell Soul, cada caso é um caso (claro que aventuras gráficas como VLR, PH e jogos da Cing são mais propícias a ter enredos melhores). A Nintendo prova que faz dos melhores jogos de sempre e que vendem muito sem necessitar de grandes enredos e, sinceramente, espero que não sigam a outra via, existem coisas mais preocupantes.
#8 gusema

6 de Novembro, 2016, 16:36

Hell Soul
A Nintendo não é incapaz de fazer boas histórias, simplesmente não se adequam a muitos dos jogos deles.
Aqui discordo plenamente. Um enredo ao estilo Never Alone podia adaptar-se perfeitamente a um Chibby-Robo por exemplo. Algo simples mas muito emocional. Não vejo o que impede um Donkey Kong de ter algo bem construído ao estilo de Layton no sentido de história com bom humor, intrigante e diálogos interessantes entre as personagens (concordo que não precise de 20 plot twists como Layton mas toda a restante estrutura encaixa bem num jogo da Nintendo).
#9 Hell Soul

6 de Novembro, 2016, 16:55

Não vou comentar o que sugeres para o Chibi Robo porque não joguei o Never alone, mas sugerires que um DK beneficiava de uma história é forçar uma coisa onde não encaixa nem tem espaço para encaixar. Eu quando vou jogar um platformer tudo o que menos espero é que perca tempo a ler diálogos, sejam bons ou maus. Diz-me o que é que achas que acrescentava à experiência que eu não estou mesmo a ver.

E engraçado falares no Layton como bom exemplo de mistura de gameplay e história quando eu acho que é precisamente um exemplo do contrário. Está provado que jogos de puzzles com história à mistura é um conceito que funciona, mas acho a componente puzzle do Layton muito forte e a narrativa muito fraca, e uma acaba por prejudicar o que há de muito bom na outra porque no fundo não está lá a fazer nada.
#10 Rony G

6 de Novembro, 2016, 16:58

para jogar metal gear solid (a partir do 4) ou heavy rain ou afins... vejo um filme que a narrativa é melhor. Para jogar eu quero é jogabilidade apurada.

Sim há excepções... adoro Fatal frame e a sua narrativa mas porque o facto de eu controlar a personagem faz com que sinta mais "medo" que se estivesse a ver um filme com a mesma narrativa.

Mas em 90% dos jogos, eu prefiro a jogabilidade À narrativa. damn, dêem-me um disaster 2 que eu fico TODO contente!!! e a narrativa do 1º toda a gente sabe o que foi, o jogo não deixa de ser brutal pela jogabilidade!
#11 silva_carlos

6 de Novembro, 2016, 17:03

Não jogas muitos RPGs, pois não? É que um RPG sem boa jogabilidade e narrativa é meio caminho andado para ser uma treta...são conceitos que simplesmente tem da funcionar em união para a experiência funcionar.
#12 Adronat

6 de Novembro, 2016, 17:08

A Nintendo sempre se focou em 1º lugar na jogabilidade. Assegurado esse ponto, eles depois tratam da caracterização, etc...goste-se ou não, é o modus operandi deles e tem dado resultados.

Junta-se a isto ao facto de ser um empresa financeiramente muito saudável e de não precisarem de dinheiro/pressão exterior para desenvolverem os projectos deles à sua maneira...por estas razões estão quase invariavelmente sempre lá no topo dos melhores developers ano após ano.

Agora nas third party's ou estúdios independentes a conversa já é outra, a maioria das vezes nem está nas mãos das pessoas que fazem o jogo propriamente dito...hoje em dia, no pitch que eles fazem a investidores/empresas para largarem a nota e poderem avançar com um jogo, estes últimos pensam naquilo como o evento de um filme. Se não tiveres um jogo com alguma componente de acção cinemática e cuja jogabilidade faça sentir-nos na pele de um blockbuster de Verão onde o jogador é a estrela/actor principal, é difícil de vender o peixe.
#13 Rony G

6 de Novembro, 2016, 17:09

silva_carlos
Não jogas muitos RPGs, pois não? É que um RPG sem boa jogabilidade e narrativa é meio caminho andado para ser uma treta...são conceitos que simplesmente tem da funcionar em união para a experiência funcionar.
ADoro os J-RPGS's das 16 bits e tudo o que seja SRPG... mas lá está, jogablidade é a questão para mim! sim, joguei os clássicos com narrativa brutais como o chrono trigger e afins... mas também adorei o primeiro breath of fire (e os restantes, mas este era o que tinha pior narrativa) devido à sua jogablidade!
#14 silva_carlos

6 de Novembro, 2016, 17:15

Estava a meter-me contigo. o que pretendo salientar é que há jogos que não preparar uma boa história, enredo ou narrativa significa 90% de hipóteses de ser mau.

Olha também por exemplo as aventuras point n'click.
#15 BraveBold

6 de Novembro, 2016, 17:19

Mas acho que também não se quer que a Nintendo se torne numa empresa de "filmes" de jogos
O que penso que o @gusema quer dizer é que era muito bem vindo a Nintendo jogos ao estilo Deus Ex, Skyrim, Xenoblade(sim, ok este ja é feito por eles mas pronto) , Mass Effect, Last of Us, Last Story, etc
Jogos com uma componente no enrendo mais forte
O que não concordo é levar isso para jogos como o DK que têm uma mecânica que funciona lindamente

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