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CRÓNICA


Uma apresentação estratégica

Por Gustavo Pereira a


SWITCH
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16 Comentários...

#1 BraveBold

15 de Janeiro, 2017, 16:02

Nice artigo
Vamos la Switch
#2 silver_ryder

15 de Janeiro, 2017, 21:10

Optima leitura...!
#3 gusema

15 de Janeiro, 2017, 22:20

BraveBold
Nice artigo
Vamos la Switch
silver_ryder
Optima leitura...!
Obrigado.:amen:
#4 Nosferatus

16 de Janeiro, 2017, 03:39

Como consumidor não me convenceu. Gostei de alguns jogos óbvio.
Não gostei do preço, não gostei do online pago, não gostei daquilo que deixaram para trás, leia-se miiverse.
O conceito dos joycons pareceu -me interessante, mas apesar disso,continuo a achar que o conceito dual screen ainda merecia ser melhor explorado.
Posto isto, além do upgrade de resolução, parecem apenas jogos wiiu. A 720p a wiiu dava conta deles.
Skyrim não saiu na wiiu por vendas fracas da consola, não foi por falta de poder.
O Arms parece um jogo a la splatoon, não me admirava que tenha transitado de uma consola para outra.
Mesmo aquele novo Mario era possível na wiiu, talvez com ligeiras reduções.

Com isto quero dizer que entendo a necessidade de uma nova consola. Não entendo estas mudanças todas, que apenas mascaram uma tentativa de mudança de direção, apoiadas em boa medida pelos mesmos erros, quiçá, novos erros.

Alguém aqui me disse a tempos, que ainda ia me ver com uma switch na mão.
Nunca digo nunca, mas neste momento para mim o esforço da Nintendo foi medíocre na melhor das hipoteses. Apenas me convenceu a aguardar e dar o benefício da dúvida, sem grandes expectativas.
#5 silva_carlos

16 de Janeiro, 2017, 09:27

@Nosferatus Tu és um rapazinho inteligente! Sabes bem porque a Switch teve de sair. A wiiu era um navio no meio de um mar sem vento. Nem com pesos pesados tipo o Mario Kart, Smash, Xenoblade ou mesmo o Splatoon a consola levantou voo. Era preciso arranjar algo novo e com mais perspectivas futuras.

Concordo com a maioria que disseste (eu próprio estava à espera de mais), mas a Switch é efectivamente uma necessidade para a Nintendo.
#6 neveda

16 de Janeiro, 2017, 11:52

Acho que um dos problemas nas análises à nova consola da Nintendo é o facto das pessoas acharem que há espaço para outra consola igual à Xbox One e PS4, consolas que já tiveram/terão necessidade de lançar upgrades para se manterem relevantes (não só do ponto de vista técnico). O mercado tradicional de videojogos está longe de estar saudável. Vejam as vendas anuais nos EUA e UK para perceber isso. Os riscos que as empresas tomam cada vez são mais reduzidos

Para o bem e para o mal, a Nintendo deve seguir o seu próprio caminho com as suas ideias. Algumas loucas, umas acertadas e outras completamente erradas.

O grande problema penso que tenha sido a forma como foi conduzida a apresentação. Ao contrário do video inicial do ano passado, com mensagem clara e objectiva, agora a Nintendo teve grandes dificuldades em explanar convenientemente o conceito híbrido da consola. Demasiado focada nos controlos por movimentos (embora ache o Rumble HD muito interessante) e pouco na portabilidade da mesma. Até o ecrã táctil que parece que é bastante bom teve pouco destaque. E NUNCA, mas mesmo NUNCA se pode anunciar online pago sem explicar porque é que tem de ser pago. Já deviam ter todo o conceito pronto a ser mostrado para se perceber o que aí vem.

Eu como jogador europeu não gostei nada dos preços que aí vêm. Esta na altura da Nintendo assumir a mesma posição da Sony e Microsoft no que toca a um preço recomendado para a Europa, nem que isso dê direito a multas. O números de jogos em produção (cerca de 80) também me deixa preocupado. Por outro lado estou interessado já em muitos jogos.

Espero que nas próximas semanas haja mais algum direct para explicar o OS, online e outros detalhes da máquina. Que a E3 também sirva para mostrar mais jogos e assim entender melhor o potencial da Switch.
#7 BraveBold

16 de Janeiro, 2017, 14:10

A apresentação foi tão ma e uma salganhada
Revi por alto de novo e tipo, falam da Square Enix depois avançam para outra produtora e no mesmo instante aparece outro jogo da Square e depois vem a Sega e depois avançam para outra pub e a meio espetam mais um jogo da Sega
Enfim, que confusão

Com os jogos que tinham a merce para mostrar isto tinha o potencial para ser uma grande apresentação
Espero que voltem aos Directs, sempre fui fa deles
#8 neveda

16 de Janeiro, 2017, 14:39

Até a forma como apresentaram o novo Mario foi má. Gostei bastante do que vi do jogo, mas o trailer é fraco.
#9 silva_carlos

16 de Janeiro, 2017, 14:50

@neveda em relação ao teu comentário gostava so de salientar algo. É verdade que não há lugar no mercado para 3 consolas de mesa e a nintendo tomou uma das duas decisões possíveis: lançar uma hibrida ou lançar uma portátil "pura". Agora, se a nintendo escolheu lançar uma consola hibrida, ela colocou-se nesse mercado caseiro (quer queira quer não) e de certo modo precisa de ter pontos de comparação para que o utilizador comum possa ter a experiência hibrida, que ainda diferente da caseira tem algumas semelhanças. E o mesmo acontece com o mercado portátil.

No fundo o que quero dizer é que o user comum, desconhecedor destas dinâmicas que nós estamos habituados a discutir, precisa de "sentir" essa ligação com cada dos mercados.
#10 neveda

16 de Janeiro, 2017, 15:08

Mas essa parte compete ao departamento de marketing da Nintendo. Eu não tenho a formação para explicar o rumo ideal, mas parece-me que pecaram na forma como não foram muito claros na mensagem que passaram nesta apresentação.

Contudo penso até que uma das vantagens da Switch ser híbrida é ser bem fléxivel no rumo que pode seguir. Há aquela teoria de que a Nintendo para já ficará focada no aspecto caseiro da consola para dar algum espaço à 3DS em 2017 e que depois começará a atacar a vertente portátil.

Agora se o user comum vai ficar atraído pela Switch? Não te sei dizer, mas seria bem mais complicado destacar-se se replicasse a concorrência. Assim segue o seu caminho com características que a diferenciam. Provavelmente vai esgotar no primeiro. 2M voam rapidamente. O problema será o resto do ano e aí a E3 vai ter um papel importante (não para o user comum, mas para saber se há mais jogos). Não acho 2017 decisivo para a Switch, mas convém ter vendas acima da Wii U no mesmo período de tempo para tranquilizar jogadores, industria e accionistas.

Mas um achega paralela. Quem costuma ler o que escrevo sabe que sou bastante pessimista para com o futuro dos videojogos tal como conhecemos. A percepção de um preço justo está irremediavelmente perdido com o que o Steam fez. Cada vez as pessoas compram menos jogos a preço de lançamento e pior que isso, cada vez mais as pessoas jogam menos ou pelo menos jogam um menor número de jogos. As percentagens das pessoas que terminam os jogos (vê-se pelos achievements e troféus) é assustadoramente baixa. No entanto o consumo de visualizações no youtube e switch têm aumentando. As pessoas estão a transferir o seu consumo de jogos e isso é problemático.
#11 silver_ryder

16 de Janeiro, 2017, 15:32

Acho que o problema não é o lugar para 3 consolas caseiras, mas sim não existe lugar para 3 consolas "iguais" que oferecem o mesmo produto e tipo de experiência e nisso a Nintendo faz bem em demarcar-se...!

A Switch apenas possui um ponto em comum com a PS4 e ou One que é a sua ligação a uma TV, em tudo o resto é diferente.

Para mim comparar a Switch com a PS4 e One não faz sentido, mas acaba por ser um elogia à mestria da Nintendo e à sua capacidade de recriar e transformar o conceito básico de uma consola caseira, nem falo nas portáteis PS Vita e ou 3DS...!
#12 Bacx

16 de Janeiro, 2017, 17:56

neveda
Mas essa parte compete ao departamento de marketing da Nintendo. Eu não tenho a formação para explicar o rumo ideal, mas parece-me que pecaram na forma como não foram muito claros na mensagem que passaram nesta apresentação.

Contudo penso até que uma das vantagens da Switch ser híbrida é ser bem fléxivel no rumo que pode seguir. Há aquela teoria de que a Nintendo para já ficará focada no aspecto caseiro da consola para dar algum espaço à 3DS em 2017 e que depois começará a atacar a vertente portátil.
Para além disso, há a vantagem óbvia de dizer que é uma caseira portátil, acrescentando valor ao produto nos olhos do consumidor.
#13 BraveBold

16 de Janeiro, 2017, 18:48

@neveda Eu diria antes...não há espaço para 4 propostas iguais
O mercado PC e de consolas esta a ficar cada vez mais idêntico. Neste momento acredito que ja exista uma boa fatia de mercado que escolhe consola ou PC
A experiência que tenho (claro não é indicativo de nada) é de muita gente que saltou de consolas (compravam sistematicamente PS) para PC e alguns ate se contentam só com mobile
#14 DaRKLeo94

19 de Janeiro, 2017, 00:22

O redator invoca quatro mercados - tradicional, ocidental, oriental e casual - e de seguida escreve «A aposta da Nintendo vai claramente consistir em tentar captar o máximo de cada um destes quatro mercados de forma distinta»
O que constatei na apresentação da Switch foi uma desistência por parte da Nintendo em tentar captar o público ocidental. É uma consola claramente para o público tradicional (Mario, Zelda e afins), tenciona ser para o público oriental (Atlus, SE, SEGA) mas ocidental, aqueles que jogam, entre outros, EA e T2, parece que é para esquecer. Fifa e Skyrim é poucochinho. Verifica-se um investimento menor em comparação com a WiiU. Está bem que uma foi apresentada nos EUA e outra no Japão, mas a apresentação da Switch é a última que antecede o lançamento global. Talvez podiam ter feito um direct com propostas ocidentais...

Não quero com isto dizer que a Nintendo não vai definitivamente tentar persuadir o pessoal da PlayStation/Xbox, mas, tal como o redator admite, não me parece que seja esse o foco pelo menos no início. Concordo que é uma tarefa árdua, principalmente numa altura em que a Sony e a Microsoft tentam fidelizar os seus jogadores com atualizações de hardware (Pro, Scorpio).
#15 gusema

19 de Janeiro, 2017, 10:56

A meu ver eles estão claramente a tentar esse mercado a partir do momento em que anunciam a Switch como principalmente caseira. Se o objectivo fosse o mercado japonês um posicionamento como portátil traria um maior número de vendas visto ser o formato preferencial nesse mercado. O facto de a Nintendo não ter conseguido ter mais jogos ocidentais na apresentação é uma das sequelas da Wii U. As produtoras, sobretudo a Ubisoft, estão reticentes devido ao quão mal foram recebidos os seus jogos (para os padrões deles). Isso dificultou bastante a entrada de mais produtoras. O FIFA vai funcionar como um primeiro teste para as franquias anuais e o SKyrim para os remasters.

A questão é que a Nintendo vai ter sempre de apostar no mercado ocidental sem nunca descurar o oriental (sendo este o verdadeiro fundamental) e como tal isso não abre espaço a apostas gigantes no mercado ocidental.

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