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CRÓNICA


O futuro da Nintendo Switch

Por Gustavo Pereira a


SWITCH
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6 Comentários...

#1 BraveBold

29 de Janeiro, 2017, 11:59

Eu acho que se a Switch falhar, o que vamos ver é uma consola montada como portátil mas com possivel ligação a Tv facultativa. Basicamente é o plano B que referes, o lançamento de uma nova portatil mas não creio que vão abandonar por completo o conceito "hibrido"
Ou seja, seria como vender uma Switch sem dock e sem "power up" quando ligada a uma dock. Depois, quem quiser comprar a tal dock para ligação a Tv pode faze-lo
#2 joliveira

29 de Janeiro, 2017, 12:32

Eu continuo a achar que a opção do plano B (lançar uma nova portátil) não tem cabimento nenhum. A Nintendo não iria conseguir fazer uma diferenciação entre ambos os produtos, até porque o melhor asset da Switch é ser uma nova consola que permite jogar em todo o lado, e esse é a premissa que uma portátil tem. No máximo conseguiriam lançar uma New Switch (em comparação com a New 3DS), com um hardware e bateria um pouco melhores, mas que nunca poderia alienar os consumidores da Switch.

Além disso, a vantagem da Switch para Nintendo é ser "dois em um". Mesmo com o cenário mais negro - que os estúdios third party ocidentais não liguem à mesma - a Nintendo consegue colocar todos os seus estúdios a produzir para uma só consola, o que elimina os grandes espaços temporais entre lançamentos que a WiiU teve, porque deixam de ter a obrigação de sustentar duas consolas.

Por último, a Switch pode não ser um sucesso como a Wii ou a Ds, mas não será certamente um fiasco como a WiiU, por tudo o que já disse acima, mas também porque basta lançar um Pokemon exclusivo para colocar a Switch em números similares ao da WiiU. A partir daí é sempre a crescer...
#3 ze_samot

29 de Janeiro, 2017, 14:35

Bom artigo!

Na minha opinião a Switch tem como base um conceito vencedor e acredito que será um sucesso a médio prazo pelas seguintes razões:

1. Convergência do interesse das produtoras nipónicas na Switch e concentração de recursos da Nintendo numa só consola (ok, com continuação de projectos de menor relevo para a 3DS) que lhe irão garantir um catálogo variado e diferente das suas consolas rivais.

2. Acho que finalmente, depois da Wii e da WiiU, o público mais aficionado ao videojogos percebeu, ou aceitou, que a Nintendo não quer andar na guerra das specs da PS e Xbox e, em vez de se querer sentar na única cadeira da sala quando a música pára, trouxe a sua própria cadeira. Acho que isto foi evidente pelas reacções muito mais comedidas pela net fora em relação ao poderio da consola. Aliás, as expectativas nesse aspecto já estavam muito mais controladas. O pessoal começa a deixar de ver a Nintendo como a companhia das consolas inferiores. Acho que perceberam que a Switch é tanto, em termos de qualidade, que as outras, apenas diferente. E essa diferença completa e/ou completa-se com as outras consolas.

3. Acredito que apenas se as vendas da Switch se revelarem astronómicas veremos jogos AAA ocidentais na consola, mas só então. Se isto se concretizar será sem dúvida um grande catalizador para o sucesso inequívoco, mas não considero que seja um pré-requisito para o sucesso.

4. Refere-se muito o papel do mobile no futuro da Switch mas aqui considero que não é tanto uma questão de tentar recuperar clientes que optaram pelo mobile (sinceramente, se gostam e optam pelo mercado de jogos móveis, seja pelo pouco tempo disponível, portabilidade ou tipo de jogo, não vejo como se consegue convencer, em números relevantes, esses consumidores a desembolsarem nem que sejam 100€ para comprar algo diferente daquilo que já têm e os satisfaz). Acho que em relação a este mercado a abordagem deverá ser mais de evitar que os clientes ainda fiéis às consolas fujam para o mobile, e a premissa da Switch parece-me ir a esse encontro.

5. Acho o preço ajustado, excepto o praticado na Europa. Ultrapassar a barreira psicológica dos 300€ é um risco. Na minha perspectiva é uma barreira importante e aos olhos do consumidor, inconscientemente, faz mais "comichão", por exemplo, ver uma diferença de 20€ dos 290€ para os 310€ do que dos 330€ para os 350€.

6. A Nintendo optou por apresentar a consola como caseira. Aqui acho que errou, mas ainda vai a tempo de emendar as coisas. Acredito que o preço seria mais justificado e alcançaria melhor os consumidores se referissem vezes sem conta em publicidade, apresentações, seja o que for, que a Switch é híbrida, são duas consolas numa, duas consolas pelo preço duma! É daquelas coisas que se um gajo pensar um pouco apercebe-se, mas quando alguém diz e entra pelo ouvido, cria maior impacto, e faz vender mais.
#4 gusema

29 de Janeiro, 2017, 14:41

joliveira
Eu continuo a achar que a opção do plano B (lançar uma nova portátil) não tem cabimento nenhum. A Nintendo não iria conseguir fazer uma diferenciação entre ambos os produtos, até porque o melhor asset da Switch é ser uma nova consola que permite jogar em todo o lado, e esse é a premissa que uma portátil tem.
O plano B seria abandonar a Switch por completo e lançar uma 3DS 2, ou seja, uma consola portátil tradicional e não precisava de diferenciação.

ze_samot
4. Refere-se muito o papel do mobile no futuro da Switch mas aqui considero que não é tanto uma questão de tentar recuperar clientes que optaram pelo mobile (sinceramente se gostam e optam pelo mercado de jogos móvel, seja pelo pouco tempo disponível, portabilidade ou tipo de jogo, não vejo como se consegue convencer em números relevantes esses consumidores a desembolsarem nem que sejam 100€ para comprar algo diferente daquilo que já têm e estão satisfeitos). Acho que em relação a este mercado a abordagem deverá ser mais de evitar que os clientes ainda fiéis às consolas fujam para o mobile, e a premissa da Switch parece-me ir a esse encontro.
No Japão o mercado mobile tem recebido muitos lançamentos de jogos "de consola" de vários estúdios japoneses e tem um maior grau de substituição que no Ocidente. Lá não é visto como uma experiência extremamente diferente.
#5 joliveira

29 de Janeiro, 2017, 21:04

gusema
O plano B seria abandonar a Switch por completo e lançar uma 3DS 2, ou seja, uma consola portátil tradicional e não precisava de diferenciação.
Mas mesmo com uma 3DS 2 iriam ter problemas em mostrar as diferenças da Switch. O 3d já não tem relevância, e eram as duas portáteis. Dois produtos similares em que a diferença seria no hardware superior na 3DS 2 (e a ligação ao dock da Switch). E depois iam ter custos na investigação/desenvolvimento, matérias-primas, transportes, etc, para um produto que, na minha opinião, não iria ser bem aceite no mercado e, como tal, não teria lógica.

A Nintendo que coloque tudo o seu empenho da Switch, que por alguns percalços que possa ter, a consola tem potencial para ter muito sucesso. Convém é que se limem algumas arestas, principalmente no online, que pagar para jogar e ser premiado com um jogo de 8 bits só durante um mês não lembra a ninguém. É uma decisão que está ao nível do DRM da Xone e que só "lixou" o lançamento da consola. É isso, e adoptar o estilo de gestão ocidental, nomeadamente, "abrir os cordões à bolsa" para ter certos jogos e descobrir que existe algo chamado marketing.
#6 gusema

29 de Janeiro, 2017, 22:44

Uma possível sucessora da 3DS dificilmente teria 3D. Eu acho que este plano B já estava preparado muito antes da Nintendo saber que ia ter esta adesão à Switch (o remake do FE parece já estar muito avançado). No entanto, caso a Switch falhasse seria a jogada quase de desespero da Nintendo para tentar salvar-se.

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