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CRÓNICA


A dificuldade em tornar um jogo desafiante

Por Gustavo Pereira a


GERAL
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4 Comentários...

#1 BraveBold

10 de Setembro, 2017, 10:43

Gosto sempre que dão nos a escolher a dificuldade.
Por vezes em certos jogos prefiro ir tendo facilidade a passar os níveis para tornar tudo mais "sem stress". Em outros a dificuldade quase que se torna o central do jogo

Por outro lado compreendo o que dizes, o Donkey Kong por exemplo é um jogo em que a dificuldade (mesmo ali no ponto) é um dos pratos fortes. Alterar a mesma poderia desvirtuar o jogo

Outra coisa que adoro (especialmente em RPGs) é os "new mode +" a la Chrono Trigger
Por vezes apetece relembrar e rejogar alguns jogos mas de forma descontraída e leve
#2 Shiny

10 de Setembro, 2017, 13:59

Excelente trabalho @gusema :fixe:

Gostei imenso de ler, e concordo plenamente. Eu até iria mais longe acerca dos tutorias, para mim não deviam existir ponto. Ou podem existir, mas continuar a dar a entender ao jogador que este está realmente a "começar" o jogo. O The Great Plateau do Breath of the Wild é como se fosse o tutorial do jogo, pois contém os vários elementos e características do jogo que o jogador precisa de conhecer e saber como lidar. A área é enorme, o que indica o tamanho do mundo do jogo, e é completamente aberta para explorar o que é talvez o conceito base da experiência do jogo.

E quanto aos graus de dificuldade, eu acho que devem existir mas só quando os designers conseguem arranjar boas ideias de como criar tais dificuldades mas infelizmente não existem quase exemplos nenhuns disso (que conheça, claro). Há jogos que têm logo uns 5 modos de dificuldade, como o Pokémon Puzzle League onde a diferença entre o "Very Hard" e o "Super Hard" é praticamente nula. Também existe o tal problema mencionado do jogador ter de dar um tiro no escuro e descobrir qual é o grau mais focado do jogo, e um excelente exemplo é o Kingdom Hearts II.
O que eu estou a tentar dizer com isto tudo, basicamente, é que a dificuldade do Dark Souls II é a maior beleza de sempre :malditos:
#3 niko_pt

10 de Setembro, 2017, 20:59

Gostei do artigo. A eleveda dificuldade antigamente servia muito para disfarçar a durabilidade dos jogos.

Quanto a mim a dificuldade dever ser quanto baste, um jogo deve ter um certo nivel de desafio mas nada de exagerado. Os tutoriais in game sou contra, e aqueles que estão logo na introdução acho isso normalmente secante.

Os tutoriais devem estar nos manuais e desponiveis nas opções de jogo. Muitas das vezes são uteis para se desfrutar de todas as mecânicas de jogo.
#4 Nakah

10 de Setembro, 2017, 22:46

Depende do tipo de dificuldade.

Se a dificuldade num RPG for para me obrigar a grindar a probabilidade de eu o encostar é alta. Se tenho feito as quests e lutado contra inimigos sem fugir e chego a um boss ainda me vejo obrigado a grindar uns 5 níveis isso é mau design. Aliás, é arcaico. Nunca me senti obrigado a grindar num Souls game e há JRPGs que já me obrigaram a fazer umas quests antes de voltar a um boss, mas ai havia motivos para eu evoluir a personagem. Andar atrás de monstrinhos só porque sim, para mim, é do mais chato que há.

Há jogos desafiantes que não necessitam de ser entediantes para tal.

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