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CRÓNICA


Imprensa de videojogos em Portugal

Passado, presente e futuro.

GERAL

Por Tiago Marafona a


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Tiago Marafona, Redactor

O maldisposto da equipa. Um autêntico fã de RPGs japoneses e um belo apreciador de jogos de plataformas. Recentemente tornou-se um especialista de jogos de dança e de música.

2 Comentários...

#1 Spirit

11 de Março, 2019, 20:01

Eu acho que antigamente tínhamos revistas sobre videojogos muito boas, mas infelizmente não resistiram ao tempo da internet. Tenho saudades de ir às papelarias todos os meses à caça das revistas.
#2 Yggdrasil

13 de Março, 2019, 21:57

As revistas tinham uma função simples, agora preenchida pela quantidade de informação que se encontra na internet. Para as (poucas) revistas que ainda estão em circulação poderem continuar a existir não podem limitar-se a fazer análises de jogos e anunciar o que aí vem. Sim, isto é um cliché, mas a esmagadora maioria das pessoas não se interessa por pormenores ou pela escrita sobre jogos - quase toda a gente vê filmes e quantas pessoas compram revistas sobre cinema?

Em relação ao meio português, eu sempre tentei acompanhar o que se fazia por cá - desde os tempos da edição portuguesa da Super Power (cerca de 1994-95) e que não chegou a durar um ano, passando pela Mega Score, a revista Nintendo de 2003 (que teve dois ou três números) e depois a Hype!, que comprei do início ao fim. A melhor de todas foi sem dúvida nenhuma a Hype - bem escrita, com um design bastante atraente e variada. A Mega Score deixei de comprar mais ou menos no segundo ano, quando o que eles traziam sobre a Nintendo 64 era mínimo e comecei a comprar a Computer & Video Games (que durou de 1981 a 2004), que trazia muitíssimo mais informação numa revista do mesmo tamanho e era muito mais atraente. A Multi e Maxi Consolas devo ter lido três ou quatro números, tenho ideia de serem razoáveis mas reflectiam o mercado português.

Temos de ter isto em conta: o mercado português de jogos não é minúsculo mas é relativamente pequeno, o que significa que o público deste meio jornalístico vai ser ainda mais pequeno. Não sei quantos jornalistas de jogos há em Portugal mas tenho a ideia que se pegassem em todas as pessoas que já trabalharam como jornalistas (profissionais) de jogos em Portugal nos últimos 20 anos (em todos os meios, revistas em papel e jornalismo online) e provavelmente não chegam a encher um auditório de 100 lugares. E sim, uma coisa que me sempre me desiludiu no jornalismo português de jogos foi, com algumas excepções, a forma como a qualidade da escrita e os conteúdos que nos traziam ficavam aquém do que se encontrava em publicações estrangeiras.

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