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CRÓNICA


O culto do "streaming"

Com cada vez mais adeptos.

GERAL

Por Tiago Marafona a


20

Tiago Marafona, Redactor

O maldisposto da equipa. Um autêntico fã de RPGs japoneses e um belo apreciador de jogos de plataformas. Recentemente tornou-se um especialista de jogos de dança e de música.

20 Comentários...

#1 orochi

11 de Agosto, 2019, 09:11

Algo que sempre me passou ao lado...o meu tempo livre é para eu jogar.
#2 gusema

11 de Agosto, 2019, 10:53

por outro não consigo entender como é que se consegue passar tanto tempo a observar pessoas desinteressantes (na maioria dos casos), sem carisma, pobres em cultura e péssimas na transmissão de valores e de informação para quem está a assistir.
Não é por acaso que essa frase tanto se aplica aos streamers como aos reality shows. Os mesmos motivos que levaram à popularidade do Big Brother ou do Quem quer casar com o agricultor levaram à popularidade dos streamers. A única diferença é a plataforma em que o conteúdo é transmitido (televisão vs streaming) visto que as redes sociais cortam um intermediário (a necessidade de um programa) e dão a ilusão de uma maior proximidade com o ídolo.
#3 Zetsu

11 de Agosto, 2019, 16:40

Um bocado tendencioso o artigo. Fraco, mas para lançar conversa chega.

Se estamos numa sociedade onde o individuo vive de forma cada vez mais isolada para muitos resta este tipo de comunhão. Quem acompanha streamers, sejam de videojogos ou não, é pela pessoa que está no ecrã e pela comunidade que carrega consigo, o tema é apenas um assunto lançado à mesa.

Idolatração é algo transversal a tantas faixas etárias e tipos de conteúdo que seria estranho se neste caso não existisse. É simplesmente uma forma de entretenimento. Estas pessoas que vivem de estar horas e horas a fio online em directo a entreter a sua comunidade são muitas vezes fontes de inspiração e até mesmo apaziguadores de casos depressivos e dificuldades emocionais. E o streaming hoje em dia é bem mais que videojogos, embora continue a ser essa a categoria mais proeminente. Pontos negativos e positivos são pouco para espelhar toda a transformação que esta tecnologia veio criar.

Enfim, considero um dos temas contemporâneos mais interessantes do ponto de vista social não só pelos que o vivem como por quem simplesmente não o entende.
#4 Kasuga Kyosuke

11 de Agosto, 2019, 22:41

Sou um grande fã do Angry Video Game Nerd, mas tirando isso não entendo bem este fenómeno. O AVGN é divertido porque entretém e é mais uma série do que propriamente um gajo a filmar-se a jogar e também educada os jogadores sobre a história dos jogos-de-vídeo e da indústria. Já os James & Mike Mondays acho mais difícil de ver porque eles limitam-se a jogar os jogos e mandar umas piadas. Mas provavelmente fazem esses vídeos para atrair o público que vê streamers.

Tirando o AVGN só vejo outras pessoas a jogar se for um combate ou outro de pros no Street Fighter. Nunca são muito longos. Agora, ver alguém a jogar League of Legends ou Civ durante umas 2 horas?! Nunca na vida. Pode ser devido a eu não jogar jogos tipo Fortnite, Warframe, Counter-Strikes, Team Fortresses, Overwatch, etc. que o streaming não me apele muito...

E pessoalmente nunca me filmaria a jogar. Não me sentiria à vontade.

gusema
Não é por acaso que essa frase tanto se aplica aos streamers como aos reality shows. Os mesmos motivos que levaram à popularidade do Big Brother ou do Quem quer casar com o agricultor levaram à popularidade dos streamers. A única diferença é a plataforma em que o conteúdo é transmitido (televisão vs streaming) visto que as redes sociais cortam um intermediário (a necessidade de um programa) e dão a ilusão de uma maior proximidade com o ídolo.
Reality shows são coisa que nunca me interessou muito. Ainda vi um pouco do primeiro Big Brother porque na altura era novidade e ninguém sabia o que esperar daquilo, e pronto eu era puto e gostava de ver pessoal na TV a dizer asneiras. Mas desde então nunca mais vi reality shows. Suponho que algumas pessoas queiram ver pessoas brejeiras e intelectualmente limitadas só para se rirem delas e sentirem-se melhor com elas mesmas. "Ao menos não sou tão estúpido e mal-formado como ele/a!". E sinceramente, se formos a olhar para as audiências, os programas com maior audiência são sempre programas tipo reality shows ou programas desportivos/jogos de futebol/etc. Muitos de nós dizemos bem de canais tipo a RTP2 e o Arte... mas esses canais têm pouca audiência. Não é à toa que o History Channel e o Discovery Channel passaram a falar de alienígenas e sei lá mais o quê em vez de falarem apenas de história e ciência propriamente ditas. As pessoas quando chegam a casa do trabalho ou das aulas provavelmente querem é descontrair e não pensar demasiado. É o meu palpite.

Zetsu
Um bocado tendencioso o artigo. Fraco, mas para lançar conversa chega.

Se estamos numa sociedade onde o individuo vive de forma cada vez mais isolada para muitos resta este tipo de comunhão. Quem acompanha streamers, sejam de videojogos ou não, é pela pessoa que está no ecrã e pela comunidade que carrega consigo, o tema é apenas um assunto lançado à mesa.

Idolatração é algo transversal a tantas faixas etárias e tipos de conteúdo que seria estranho se neste caso não existisse. É simplesmente uma forma de entretenimento. Estas pessoas que vivem de estar horas e horas a fio online em directo a entreter a sua comunidade são muitas vezes fontes de inspiração e até mesmo apaziguadores de casos depressivos e dificuldades emocionais. E o streaming hoje em dia é bem mais que videojogos, embora continue a ser essa a categoria mais proeminente. Pontos negativos e positivos são pouco para espelhar toda a transformação que esta tecnologia veio criar.

Enfim, considero um dos temas contemporâneos mais interessantes do ponto de vista social não só pelos que o vivem como por quem simplesmente não o entende.
Isso é uma análise interessante do fenómeno e por acaso concordo contigo. Verdade que eu disse que só acompanho o AVGN devido ao factor entretenimento e tal, mas também admiro imenso a sua postura e gosto da sua forma de estar. Se não simpatizasse com o homem não veria o conteúdo dele e meteria-o no mesmo saco que o pewdiepie, o Angry Joe, o JonTron, etc.

Eu acho que também o streaming é popular porque muitos de nós quando éramos putos víamos os nossos irmãos ou primos ou amigos a jogar e dávamos dicas enquanto eles jogavam. E se víssemos alguém nas arcades a rebentar com tudo e todos no Street Fighter ficávamos pasmados a olhar também- Como seres humanos temos curiosidade em observar outros membros da nossa espécie a fazer coisas melhor ou pior do que nós. No caso do streaming de jogos, eu reparo que alguns dos streamers mais populares são raparigas na casa dos 20-25 anos com bom aspecto e que muitas vezes vestem um vestido com um decote para mostrar os seus seios. Visto que jogos-de-vídeo ainda são vistos como algo mais masculino e para rapazes adolescentes e homens na casa dos 20, entende-se que os streamers do sexo feminino adoptem esse tipo de tácticas para ganhar mais seguidores. É o chamado "knowing your audience".

Adiante, também sentamos o rabo no sofá a ver profissionais a jogar futebol e outros desportos, por isso não é de admirar que façamos o mesmo com pros de jogos-de-vídeo.

E antes que falem nisso, não vejo mal nenhum em pessoal que ganha dinheiro no youtube com o streaming. Estão apenas a aproveitar a oportunidade dada e nos dias que correm a vida não anda fácil. Além disso, muitos desses streamers provavelmente também terão um emprego "a sério" na vida real, quer seja em part-time ou full-time. Por isso se chegam a casa e fazem mais dinheiro no youtube então bom para eles.
#5 G.E.R.M.A.N.

11 de Agosto, 2019, 22:58

Mas o que é estamos a considerar nesta definição? Torneios contam? Se sim, eu vejo alguns, principalmente de Tetris e Smash, que são os mais divertidos para mim. Também vejo pessoal que é pro nalguns jogos em que eu esteja a jogar na altura para tentar melhorar. De resto, não tenho muito o hábito de ver, do Cinemassacre gosto de ver alguns, especialmente quando aparece o Bootsy que tem muito jeito para aqueles jogos mais difíceis, mas que tem andado desaparecido do canal.

De resto, acho que o Zetsu fez uma óptima análise ao fenómeno.
#6 Kasuga Kyosuke

11 de Agosto, 2019, 23:08

G.E.R.M.A.N.
Mas o que é estamos a considerar nesta definição? Torneios contam? Se sim, eu vejo alguns, principalmente de Tetris e Smash, que são os mais divertidos para mim. Também vejo pessoal que é pro nalguns jogos em que eu esteja a jogar na altura para tentar melhorar. De resto, não tenho muito o hábito de ver, do Cinemassacre gosto de ver alguns, especialmente quando aparece o Bootsy que tem muito jeito para aqueles jogos mais difíceis, mas que tem andado desaparecido do canal.

De resto, acho que o Zetsu fez uma óptima análise ao fenómeno.
O Bootsy já saiu do Cinemassacre há muito tempo. Se o que se diz pela internet fora for verdade, o Mike Matei e o James já não trabalham com ele.
#7 G.E.R.M.A.N.

11 de Agosto, 2019, 23:10

Mas houve alguma coisa oficial? Eu nunca percebi por que é que deixou de aparecer.
#8 Kasuga Kyosuke

11 de Agosto, 2019, 23:22

G.E.R.M.A.N.
Mas houve alguma coisa oficial? Eu nunca percebi por que é que deixou de aparecer.
Não sei. Tipo vídeo a anunciar a saída dele? Creio que não. Talvez o Mike Matei no seu twitter ou insta disse adeus ao Bootsy.

Do Twitter do Bootsy: https://twitter.com/reallyblbootsy/status/1034920444644782080
#10 lobito180

12 de Agosto, 2019, 10:35

Não concordo muito com o artigo, e vou tentar elaborar aqui a minha opinião quanto ao tema.
Pessoalmente não acompanho streamers. Já tenho pouco tempo para jogar, e prefiro ser eu a jogar do que ver outras pessoas a fazê-lo, mas compreendo que nem todos sejam assim. Os streamers têm como objecto de trabalho sobretudo os jogos da moda, coisa que muitas vezes me passam 100% ao lado, sendo a maioria até jogos com fortes componentes competitivas e online (uma vez mais, algo que não me interessa). E não confundamos streamers com youtubers. Há youtubers a produzir conteúdo com imensa qualidade, muitos para mim até ultrapassam a "crítica especializada", que confesso que nem sei bem o que é. Há algum "curso" para se tornarem "profissionais"?
Não percebo a "crítica" a quem acompanha estes jogadores, no entanto. Seria o mesmo que criticar quem vê jogos de futebol em vez de ir jogar com os amigos. São situações completamente diferentes e que, como tal, não podem ser comparadas.
Pessoas parvas há em todos os meios, os streamers são só mais uns.
#11 neveda

12 de Agosto, 2019, 13:00

Eu costumo ver a cultura dos streamers/youtubers de dois prismas.

Como jogador não costumo gostar de ver outros a jogar. Sempre fui assim desde bem jovem, no entanto consumo alguns vídeos dedicados ao retrogaming, mais por curiosidades que desconhecia. No entanto aqui também se pode dividir em duas partes, o conteúdo em português é pouco melhor que miserável o que me deixa alguma tristeza.

Agora o que me preocupa mesmo, não é só a questão de streamers ou youtubers de gaming, nem de falta de substrato intelectual de muitos. Está a decorrer uma deriva tão rápida e brusca que vai afectar a forma como se olha por exemplo para o desporto ou até para outras actividades mais intelectuais como leitura. Isso tem impacto enorme no que toca ao sedentarismo. Começasse a introduzir logo videos a bebés. A qualquer lugar que se vai, há sempre alguma criança caladinha a comer e olhar num ecrã. Depois uma criança tendo um Ninja desta vida como ídolo (é bom ter ídolos na juventude diga-se) não terá o próximo Messi ou o proximo Federer. Terá menos predisposição para praticar exercício físico. Isso já é debatido a top até no futebol de elite. Quando o vencedor do torneio mundial de Fortnite ganha mais que o vencedor de Wimbledon significa que algo de gigantesco está a mudar.

Isto é que deve acender as luzes de alarme. Deve-se incentivar a diversificação dos consumos e hábitos de vida. E tudo isso começa nos pais.
#12 lobito180

12 de Agosto, 2019, 13:15

neveda
Depois uma criança tendo um Ninja desta vida como ídolo (é bom ter ídolos na juventude diga-se) não terá o próximo Messi ou o proximo Federer. Terá menos predisposição para praticar exercício físico. Isso já é debatido a top até no futebol de elite. Quando o vencedor do torneio mundial de Fortnite ganha mais que o vencedor de Wimbledon significa que algo de gigantesco está a mudar.
Não querendo defender o Ninja ou semelhantes (até porque não tenho o conhecimento para criticar ou defender), mas qual é o mal de não idolatrar um jogador de futebol e idolatrar um jogador de videojogos? Eu em criança nunca fui fã de desporto, e nunca idolatrei ninguém ligado a esse mundo. Se calhar se crescesse nos dias de hoje ia idolatrar alguém que gosta das mesmas coisas que eu, não vejo o problema disso.
E também não percebo o choque de um jogador de videojogos ganhar mais do que um tenista, só significa que é um mercado maior, que movimenta mais dinheiro. É o capitalismo a funcionar, o dinheiro está onde rende mais.
#13 BAlvez

12 de Agosto, 2019, 13:16

Isto do Streaming tem muito que se lhe diga.
A minha opinião bastante generalizada disso é que hoje faz stream quem na altura enchia o YouTube com "séries" de jogos da moda, vídeos em série nada trabalhados de determinado jogo onde o interesse desaparecia rápido pois eram muitos a fazer o mesmo e eram esquecidos por alguém que tinha maior carisma. E depois esses "YouTubers" não viam os contadores a subir nem um feedback e lá desistiam.
O Streaming para essas pessoas é a resposta ideal face a essas questões porque há menos trabalho por parte do Streamer (o que varia aqui é a dedicação), e este pode ter feedback de forma imediata e até pode interagir com quem o está a ver.
Por causa disso mesmo é que, no geral, a maior parte do conteúdo da Twitch não me diz nada. Para ver conteúdo na internet, prefiro ver e descobrir vídeos no YouTube mais trabalhados e informativos, e isso não se vê na Twitch. Lá só vejo duas coisas, torneios (OWL, EVO e afins) e Speedruns para a caridade dos GDQ. Também, por vezes, vejo algumas personalidades interessantes que jogam Overwatch ou um YouTuber que sigo aos anos onde volta e meia faz streams num contexto bem mais casual, mas são coisas que vejo durante 10 minutos e depois volto às coisas onde dou mais prioridade. E claro, quando existem conferências, toda a gente vê essas streams.
Dito isto, isto do Streaming veio aliviar a quantidade de conteúdo menos bom no YouTube porque essas pessoas têm um sentido de gratificação maior na Twitch. E fico contente por isso porque cada um sabe onde se dirigir conforme aquilo que quiser fazer, mas isso também só aconteceu por causa das políticas do YouTube que fizeram muita gente largar essa plataforma. Mas isso é outra discussão.
#14 neveda

12 de Agosto, 2019, 13:36

lobito180
Não querendo defender o Ninja ou semelhantes (até porque não tenho o conhecimento para criticar ou defender), mas qual é o mal de não idolatrar um jogador de futebol e idolatrar um jogador de videojogos? Eu em criança nunca fui fã de desporto, e nunca idolatrei ninguém ligado a esse mundo. Se calhar se crescesse nos dias de hoje ia idolatrar alguém que gosta das mesmas coisas que eu, não vejo o problema disso.
E também não percebo o choque de um jogador de videojogos ganhar mais do que um tenista, só significa que é um mercado maior, que movimenta mais dinheiro. É o capitalismo a funcionar, o dinheiro está onde rende mais.
Talvez não me tenha explicado bem. Não falei em choque, só em factos e preocupações, sobretudo na minha área profissional. Nem sequer estou a analisar o capitalismo, que é algo obvio tendo em conta o fenómeno.

O que acontece e é algo real, nem sequer é analise individual mas populacional que me preocupa. Há cada vez mais evidencias de relação com o sedentarismo (a TV também tem esses problemas, mas com os smartphones isto anda numa escala muito maior). Para não falar que é intelectualmente menos estimulante o contacto com video que com a leitura, por exemplo.

Quando se tem um idolo na infância, na maioria das vezes tenta-se replicar. Se é um YouTube/streamer tenta-se ser como eles (não é por acaso que cada vez há mais crianças nesses segmentos). Um desportista (não sendo perfeito) leva a atitudes comportamentais mais saudáveis. Passar o tempo a olhar para um ecrã é muito pior que passar o tempo na rua jogar à bola. Basta conversar com algum Prof de Educação Física e o único contacto com desporto é nas aulas deles.

Só um exemplo rápido preocupante. No bairro perto onde moram os meus pais, há 20 anos quando era adolescente havia um campo sempre cheio de miúdos a jogar à bola, todas as tardes. Agora o campo está às moscas. No entanto os miúdos estão mais agrados aos seus telemóveis a ver videos. E isto é em Portugal, nem quero imaginar nos EUA.
#15 lobito180

12 de Agosto, 2019, 13:59

Concordo com o uso excessivo de smartphones por parte de crianças e, um dia se for pai, não quero utilizar um método desses para "calar" um filho num restaurante ou algo do género (se bem que eu em miúdo por vezes jogava Game Boy, por isso acaba por ir dar quase ao mesmo).
Como disse, eu nunca fui grande fã de desporto, preferia fazer qualquer outra coisa (ler, jogar, desenhar), e nunca culpei as tecnologias por isso. Fazia algum exercício em coisas que os meus pais me inscreveram, como Aikido, mas nunca foi porque quis, ou porque gostava particularmente. Depois de acabar o 12º passei 5 anos sem praticar nenhum desporto, e só no ano passado é que joguei basquetbol pela equipa da minha faculdade (mais para ir correr um bocadinho e descomprimir), mas nada por aí além.

Quanto ao ser menos estimulante, podemos pensar que ao veres um vídeo estás a tentar aprender a jogar, logo vais exercitar a mente, o que não é propriamente mau. Acho que jogar estimula muito mais o cérebro do que ler (não li nenhum artigo científico, é uma ideia pessoal), portanto pode haver efeitos positivos.
Acho que o importante é não deixar os jovens viverem só de uma coisa, e promover o contacto com outras pessoas, seja de que idade for.

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