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CRÓNICA


O culto do "streaming"

Com cada vez mais adeptos.

GERAL

Por Tiago Marafona a


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Tiago Marafona, Redactor

O maldisposto da equipa. Um autêntico fã de RPGs japoneses e um belo apreciador de jogos de plataformas. Recentemente tornou-se um especialista de jogos de dança e de música.

17 Comentários...

#16 neveda

12 de Agosto, 2019, 14:05

lobito180
Acho que o importante é não deixar os jovens viverem só de uma coisa, e promover o contacto com outras pessoas, seja de que idade for.
Sim. É isso que é o mais relevante.
#17 gusema

12 de Agosto, 2019, 20:13

neveda
O que acontece e é algo real, nem sequer é analise individual mas populacional que me preocupa. Há cada vez mais evidencias de relação com o sedentarismo (a TV também tem esses problemas, mas com os smartphones isto anda numa escala muito maior). Para não falar que é intelectualmente menos estimulante o contacto com video que com a leitura, por exemplo.
Eu acho que dos pontos que mencionaste, o da literatura é o menos exclusivo dos smartphones. Eu quando entrei para a primaria já tinha um Gameboy e uma PS1 e a grande maioria dos meus colegas rapazes também já tinha e acabava por caber aos pais impor hábitos de leitura porque a opção de entretimento mais apetecível e menos estimulante já lá estava. Acho que os smartphones vieram talvez alastrar um pouco mais essa realidade.

neveda
Quando se tem um idolo na infância, na maioria das vezes tenta-se replicar. Se é um YouTube/streamer tenta-se ser como eles (não é por acaso que cada vez há mais crianças nesses segmentos). Um desportista (não sendo perfeito) leva a atitudes comportamentais mais saudáveis. Passar o tempo a olhar para um ecrã é muito pior que passar o tempo na rua jogar à bola. Basta conversar com algum Prof de Educação Física e o único contacto com desporto é nas aulas deles.
Esta é que acho que é a maior revolução das que mencionaste mas ainda vai demorar uns anos a perceber o verdadeiro impacto da transformação. Também muito vai depender da forma como o mercado do streaming maturar visto que ainda é bastante recente e a entrada em excesso de jovens pode levar a uma saturação. Acredito que passando a novidade possa alguma redução no tempo de horas passado a consumir este tipo de entretenimento.

Mas sem dúvida que para além dos hábitos de leitura também os hábitos de exercício vão ter de começar a ser incutidos às crianças, mas talvez a próxima geração de pais (actualmente nos 20-35) esteja mais predisposta a fazê-lo uma vez que é também uma geração que começa a dar mais preocupação a esse tema com a tendência do ginásio e do exercício (nem que por uma mera questão de aparência).

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