"Cidade dos videojogos" vai abrir em França em 2013

Discussão em 'Mundo dos Jogos' iniciada por Yggdrasil, 22 de Março de 2012.

  1. Yggdrasil Redactor
    aa

    Yggdrasil
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    Mais tarde, quando tiver tempo, coloco aqui uma tradução. Por enquanto, aqui fica o original:

    http://www.lemonde.fr/technologies/article/2012/03/22/une-cite-du-jeu-video-en-2013_1673464_651865.html

    Tradução (não-profissional):

    Uma Cidade dos videojogos em 2013

    A primeira pedra do projecto “Cidade dos videojogos” foi colocada. O ministro da cultura, Frédéric Miterrand, anunciou na quarta-feira, 21 de Março, um apoio financeiro na ordem de um milhão de euros. Apresentada por Claudie Haignere, presidente da Universcience, a Cidade dos Videojogos, que contará com uma área de mil metros quadrados, deverá ser aberta no Outuno de 2013, como parte da Cidade das Ciências [um complexo em Paris dedicado à ciência e tecnologia].

    Na origem do projecto, encontra-se “a vontade de criar um espaço de cultura e de referência em torno de uma prática cultural: um local para jogar, pensar e para nos encontrarmos”, afirmaram Jean Menu e Simon Bachelier ao Monde.fr, impulsionadores do projecto, na Cidade das Ciências. O projecto dirige-se tanto aos apreciadores de jogos, como aos não-jogadores. “Não se trata de criar um salão comercial, uma retrospectiva histórica ou um parque de diversões, antes um local de meditação cultural, orientado para o futuro”.

    O projecto só será inaugurando em 2013 mas a Cidade das Ciências já dispõe de uma programação relacionada com os videojogos. Em Abril, será realizada uma semana dedicada ao jogo Minecraft enquanto instrumento de criação. Noutros pontos do pais, têm havido vários eventos culturais temporários que incluem videojogos. O Teatro de Agora convidou, durante uma temproada, um grupo de game designers independentes para artistas residentes, uma colaboração com exposições e encontros com o público.

    Este Verão, de 20 de Junho a 13 de Agosto, é a vez da Gaîté Lyrique [centro de artes digitais e de música moderna em Paris] consagrar uma exposiçãao aos videojogos que inclui jogos arcade, dispositivos pirateados e instalações interactivas. Heather Kelly, Lynn Hughes e Cindy Porembal, os três comissários, receberam carta branca em Outubro passado para realizar uma selecção de jogos independentes emergentes ou em desenvolvimento.


    Exposições mais variadas
    Este movimento ultrapassa as fronteiras francesas, a criação de exposições ou de espaços institucionais dedicados aos videojogos esta em pleno desenvolvimento na Europa. Berlim é a percursora, desde 1997, graças ao seu museu dedicado às actividades lúdicas digitais, o Computerspiele Museum, que recebe mais de 12 000 visitantes por mês. Na Suíça, é a exposição "Playtime: Videogame Mythologies", que acabou de abrir na Maison d’Ailleurs, museu da ficção-científica, da utopia e das viagens extraordinárias. “Hoje em dia, vemos três tipos de exposições sobre os videojogos: históricas, centradas na noção de retro-gaming; sociológicas, centradas nos aspectos sociais dos jogos com o risco de estigmatizar a prática; e artísticas”, explicou ao Monde.fr Marc Atallah, director.

    Em vez da retrospectiva histórica recente da “Game Story” em Paris, a “Playtime” rompeu com o percurso cronológico e centrou-se em problemáticas precisas, propondo selecções de jogos e de obras que seguem várias temáticas. Desde a construção de espaços nos jogos, até à figura do avatar, a exposição explora a nossa relação com estes universos virtuais. Os responsáveis pelo conceito escolheram levar até ela jogos conhecidos do grande público: ICO, Journey, Quake ou GTA 4, lado a lado com instalações interactivas, esculturas, fotografias, filmes ou ainda documentários sobre os “gold farmers”. A exposição é apoiada pela ProHelvetia, fundação cultural suíça, que no Outuno de 2010 adoptou um programa de dois anos dedicado aos videojogos. Com o título “Game Culture: do jogo à arte”, a iniciativa pretende estudar as questões sociais, económicas e estéticas ligadas aos videojogos.

    Na Europa, tal como nos EUA, vêem-se também modelos de debate e conferências mais abertas sobre estas práticas. Pouco a pouco, os colóquios vão sendo substituíidos por formatos mais híbridos, onde se encontram investigadores, estudantes, bem como game designers, engenheiros e artistas. É este o caso, por exemplo, do Computer Art Congress, que terá lugar em Paris, no Centquatre, de 26 a 28 de Novembro de 2012, onde investigadores, artistas e profissionais são convidados a propor debates, ateliers, exposições e performances.

    Levar os jogos a novos espaços públicos
    Nos EUA, o American Museum of Moving Image é um pioneiro. Este museu iniciou um trabalho de promoção e conservação de videojogos em 1989, com a exposição “Hot Circuits”, concebida por Rachel Slovin. O Smithsonian American Art Museum também se lançou nesta aventura: desde 16 de Março, a exposição "The Art of Videogames” apresenta 80 jogos escolhidos com a participação do público, desde Pac-Man a Mass Effect, passando por Myst ou ainda Flower. Esta exposição, focada na história dos videojogos, tem já prevista uma digressão nacional até 2016.

    Nos Telfair Museums de Savannah [Geórgia], a exposição “Game Change: Videogames as Art Medium and Inspiration” propõe-se a revelar o conceito de game art com criações mais contemporâneas e confidenciais, como as de Ian Bogost, Terry Cavanagh, Benett Foddy, ou ainda artistas reunidos em torno da sala de arcade independente, Babycastles. Esta última decidiu multiplicar e diversificar as suas actividades. “Uma das nossas missões é levar os jogos a novos espaços públicos nova-iorquinos e colocá-los no caminho de novos públicos, por vezes inesperados. A nossa obra dirige-se a um mundo onde, cada vez que dizemos a palavra “jogo”, pensamos numa nova criação independente e dinâmica. Antes, os videojogos eram colocados no mesmo saco com as artes visuais, os novos média, a arte interactiva, os filmes interactivos...hoje, são apresentados enquanto jogos. É uma grande diferença que se deve, em parte, à experiência do público com os jogos apresentados” disse ao Monde.fr Kunal Gupta, co-fundador.


    Entrega dos prémios dos videojogos
    Aquando da apresentação da Cidade dos videojogos, o ministro da cultura entregou ainda dois prémios. O jogo de plataformas Jazz: Trump's Journey – comercializado em 2011 e beneficiário do fundo de apoio ao videojogo ou crédito dos impostos – foi galardoado com o prémio dedicado a um videojogo produzido em França. Este título, disponível para tablet computers, foi concebido pelo estúdio Egg Ball e editado pela Bulkypix. O prémio para um produtor nacional foi entregue ao estúdio Ankama. O júri foi presidido por David Cage, do estúdio Quantic Dream. Laurent Checola, jornalista do Monde.fr, foi igualmente membro do júri.
     
  2. osvelhostempos Normal Mushroom
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    osvelhostempos
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    O artigo está bem construido e bem justificativo do porque da iniciativa. É claro que há um certo jogo político [será ano de eleições em França?], mas a iniciativa é de louvar.

    Mais uma vez o Computer Spiele Museum é referenciado^^

    Quando é que Portugal vai seguir estes exemplos e deixar de pensar nos videojogos como "coisas de crianças"...

    -.-'
     
  3. stika 1-Up Mushroom
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    stika
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    tão depressa não vai acontecer, seria preciso alguém que adorasse jogos trabalhar e ser influente numa estação televisiva e aí sim, talvez se conseguisse mudar um pouco a ideia que as pessoas têm dos jogos

    mas pelo que eu ouvi do grupo SIC tão depressa isso não acontece
     
  4. Yggdrasil Redactor
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    Yggdrasil
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    Duvido que seja feito para coincidir com as eleições presidenciais de Abril deste ano - não estamos a falar does mesmos eleitores que o Sarkozy pretende apanhar.

    Vou tratar de traduzir o artigo para que todos o possam compreender.

    EDIT: Phew, acabei de traduzir, mas como o meu teclado não tem acentos, vou ter de fazer “insert” cada vez que precisar de um, logo, isto vai levar o seu tempo...

    EDIT 2: actualizado, tradução no primeiro post :suado:
     
  5. osvelhostempos Normal Mushroom
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    osvelhostempos
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    Boa iniciativa Yggdrasil, de certeza que muitos poderão compreender do que se trata o artigo^^
     
  6. Valoo Bee Mushroom
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    Valoo
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    FNintendo faz todo uma peregrinação lá, estilo meet, quando abrirem xD
     
  7. Sergio Dias Golden Mushroom
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    Sergio Dias
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    SergioDias
    Eu pelo menos consegui ler lol Obrgiado ygg pela tradução :p

    Quanto a cena, bem pensado, pena é ser longe.
     
  8. BigLord Golden Mushroom
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    BigLord
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    Errrm... pessoal, vocês já repararam naquele tópico aqui ao lado, certo?

    *coughGameOncough*

    Os jogos já não são só uma coisa pra crianças, e temos uma exposição mesmo ao lado do CCB a prová-lo.

    Dito isto... este género de coisa nunca aconteceria em Portugal, pela simples razão de que 1) não há dinheiro, e 2) não há provavelmente gente suficiente para justificar a edificação/adaptação de tal cidade.

    Acho que a exposição da Game On chega-nos, pra já.
     
  9. osvelhostempos Normal Mushroom
    aa

    osvelhostempos
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    Já houve uma iniciativa semelhante em Portalegre, com a desastrosa Alproje...

    A Game-On não é uma exposição portuguesa, é uma exposição itinerante internacional. Aliás, Portugal era um dos poucos países na Europa onde ainda não tinham vindo. Por isso, a Game-On não chega, porque daqui a poucos meses vão-se embora.
     

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