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Imprensa de videojogos em Portugal

Discussão em 'Artigos' iniciada por FNintendo, 10 de Março de 2019.

  1. FNintendo Administrador
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  2. Spirit Mini Mushroom
    aa

    Spirit
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    Eu acho que antigamente tínhamos revistas sobre videojogos muito boas, mas infelizmente não resistiram ao tempo da internet. Tenho saudades de ir às papelarias todos os meses à caça das revistas.
     
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  3. Yggdrasil Redactor
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    Yggdrasil
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    As revistas tinham uma função simples, agora preenchida pela quantidade de informação que se encontra na internet. Para as (poucas) revistas que ainda estão em circulação poderem continuar a existir não podem limitar-se a fazer análises de jogos e anunciar o que aí vem. Sim, isto é um cliché, mas a esmagadora maioria das pessoas não se interessa por pormenores ou pela escrita sobre jogos - quase toda a gente vê filmes e quantas pessoas compram revistas sobre cinema?

    Em relação ao meio português, eu sempre tentei acompanhar o que se fazia por cá - desde os tempos da edição portuguesa da Super Power (cerca de 1994-95) e que não chegou a durar um ano, passando pela Mega Score, a revista Nintendo de 2003 (que teve dois ou três números) e depois a Hype!, que comprei do início ao fim. A melhor de todas foi sem dúvida nenhuma a Hype - bem escrita, com um design bastante atraente e variada. A Mega Score deixei de comprar mais ou menos no segundo ano, quando o que eles traziam sobre a Nintendo 64 era mínimo e comecei a comprar a Computer & Video Games (que durou de 1981 a 2004), que trazia muitíssimo mais informação numa revista do mesmo tamanho e era muito mais atraente. A Multi e Maxi Consolas devo ter lido três ou quatro números, tenho ideia de serem razoáveis mas reflectiam o mercado português.

    Temos de ter isto em conta: o mercado português de jogos não é minúsculo mas é relativamente pequeno, o que significa que o público deste meio jornalístico vai ser ainda mais pequeno. Não sei quantos jornalistas de jogos há em Portugal mas tenho a ideia que se pegassem em todas as pessoas que já trabalharam como jornalistas (profissionais) de jogos em Portugal nos últimos 20 anos (em todos os meios, revistas em papel e jornalismo online) e provavelmente não chegam a encher um auditório de 100 lugares. E sim, uma coisa que me sempre me desiludiu no jornalismo português de jogos foi, com algumas excepções, a forma como a qualidade da escrita e os conteúdos que nos traziam ficavam aquém do que se encontrava em publicações estrangeiras.
     
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